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ecs9azul

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE

PROFESSORA:

ATIVIDADE: ESC 9

GRUPO AZUL

MARX, Karl; ENGELS,Friedrich.Textos sobre educação e ensino.São Paulo:Moraes,1983

Capítulo: Educação, Formação e Trabalho - Páginas 27 a 44

GRUPO:CAMILA LIMA THOMAZ SILVA

TEXTO: Educação, formação e trabalho

 

 

 

A falta de atenção às necessidades sociais no campo da educação , bem como às dramáticas condições de trabalho da população operária, coloca o ensino em primeiro plano , fazendo com que surja opiniões de Marx e Engels como uma crítica ao capitalismo.

Durante a primeira metade do século XIX, caracterizou-se pelo estabelecimento e consolidação de um modo de produção, o capitalismo, e uma formação social burguesa.

Os socialistas mais utópicos, bem como os anarquistas chamaram a atenção sobre os aspectos e, ainda mais, confiaram no ensino e na instrução como instrumentos de transformação.

As emancipações plenas dos indivíduos, que ocorre através da libertação das condições opressoras, só poderiam se dar por completo ao atingir o nível da consciência. Tal objetivo poderá ser atingido somente através da educação, da ciência e da extensão do conhecimento e o desenvolvimento da razão.

O eixo sobre o qual se articulam as colocações de Marx e Engels, em torno do tema educação e do ensino é a divisão do trabalho consubstancial ao processo de implantação do modo de produção capitalista. Estabelecendo assim, uma divisão igualmente radical, entre os tipos de atividade e aprendizagem, prolongando-se em uma divisão social e técnica que provoca no desenvolvimento do indivíduo certa interferência no seu modo.

A educação e formação dos indivíduos limitam o conhecimento e reprime o desenvolvimento de suas faculdades criadoras.

Dois aspectos são importantes para Marx e Engels: a emancipação social e emancipação humana.

O capitalismo exigiu uma crescente capacidade intelectual de todos os indivíduos, estendendo o sistema escolar, institucionalizando-o e o aprofundando. Os índices de analfabetismo se reduzem drasticamente na medida em que as sociedades agrárias se transformam em industriais.

As propostas de Marx e Engels se movem num horizonte bem concreto: criticar a atual instituição escolar e mudá-la.

A teoria materialista da mudança das circunstâncias e da educação esquece que as circunstâncias fazem mudar os homens e que o educador necessita ser educado. A mudança pode ser entendida como prática revolucionária.

O conteúdo não deve desenvolver apenas uma habilidade, mas abranger uma larga escala de atividades diversificadas e de relações práticas com o mundo.

O homem na sua imediata realidade, na sociedade civil, é um ser profano. Já no Estado ao contrário, onde o homem é considerado como um ser genérico, ele é membro imaginário de uma imaginária soberania, encontra-se separado de sua vida individual, real e dotado de uma generalidade irreal.

A propriedade privada é somente a expressão sensível do fato de que o homem se torna objeto para si e ao mesmo tempo, isto é a apropriação sensível por e pelo homem da essência da vida humana, das obras, na intenção de posse, do ter.

A propriedade privada nos tornou unilaterais que um objeto somente é nosso quando o temos, quando existe para nós enquanto capital.

O autor K.Marx nos traz a idéia de que o homem precisa libertar-se da importância dada aos seus bens materiais, devemos olhar o objeto socialmente compreender que sua utilidade deve dirigir-se principalmente para o lado humano. Devemos agir eticamente, portanto nossa teoria deve relacionar-se com nossa prática cotidiana. O homem tem a necessidade de aprimorar-se socialmente para isso necessita utilizar-se de todos os seus sentidos. Os sentidos se criam e se cultivam a fim de garantir ao homem o gozo absoluto de sua humanidade. Não se devem considerar somente os cinco sentidos humanos, pois também temos os chamados sentidos espirituais, os sentidos práticos tudo se resumindo no sentido humano. Para Marx a sociedade produz todos os bens materiais para dotar o homem de plena riqueza, riqueza essa material e espiritual e que só é adquirida através do ter.

A sociedade quando vista como um único indivíduo abraça todas as funções particulares da atividade. Cada indivíduo deveria dedicar-se a mais de uma função sendo uma conseqüência da outra. Os diversos ramos autônomos do trabalho são necessários. O dinheiro é símbolo do tempo de trabalho geral é o método de troca. A tendência universal do capital se distingue de todas as formas de produção anteriores: esta tendência está em franca contradição com sua forma limitada de produção que a impulsiona a dissolver-se. Todas as formas de sociedade sucumbiram ao desenvolvimento da riqueza. Basta um desenvolvimento das forças produtivas para que as condições econômicas se dissolvam. O desenvolvimento da ciência teria bastado para dissolver esta comunidade. O ponto onde atingiu um maior grau de elaboração, onde concilia com a maior evolução das forças produtivas é, portanto mais alto grau de desenvolvimento da base. O ponto alcançado, evolução posterior decadente e o desenvolvimento novo terão lugar sobre uma nova base. O capital supõe a produção da riqueza, isto é, desenvolvimento universal das forças produtivas e a transformação de sua própria base como condição de sua reprodução. A limitação do capital está no fato de que todo o seu desenvolvimento se efetua de maneira antagônica e a elaboração das forças produtivas, a riqueza universal, a ciência, etc., aparecem como alienação do trabalhador que se comporta frente às condições produzidas por ele mesmo, frente a uma riqueza alheia causadora de sua pobreza. A universalidade do indivíduo não se realiza já no pensamento nem na imaginação, está viva em suas relações teóricas e práticas. Tudo isso, porém, exige o pleno desenvolvimento das forças produtivas como condição da produção.

É o capital que cria a base do desenvolvimento universal das forças produtivas e da riqueza (mercado mundial). É nas relações teóricas e práticas, que a universalidade está viva. O capital forma-se através do trabalho livre, se ergue facilmente enquanto unidade e representa a frente de trabalho, a concentração dos operários. Aqui a concentração de um grande número de forças vivas de trabalho com vistas a um mesmo fim, tornando a força de trabalho autônoma, independente dos trabalhadores. A quantidade de trabalho está determinada pelas condições exteriores; havendo dois tipos de trabalho. O trabalho histórico (escravidão), trabalho repugnante, pois é trabalho forçado, imposto pelo exterior; e o não-trabalho que é a liberdade e felicidade, sendo trabalho atrativo trazendo ao homem sua realização. Para Adam Smith, o repouso é o estado correspondente à liberdade e a felicidade.

Todo o trabalho é fruto de um "adestramento" do ser para garantir determinada produção. Esta produção por sua vez está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico, ao aumento de capital. O destaque se dá pela antagônica do trabalho: o prazer e o sofrimento ao realizá-lo. Considera-se o capital como senhor dos operários, por ele estar preso a uma determinada produção que deverá avolumar um determinado capital, sem, no entanto possibilitar a ele, operário, o uso do capital e o fruto de sua produção.

 

 

Educação, Formação e Trabalho

 

Sinceramente não entendi o porque da recuperação da ECS-9, o meu primeiro grupo era letra E-H, fizemos o texto inicial, para o texto final, conversei com algumas colegas no Pólo e por e-mail, e postamos no blog colaborativo, cada uma copiou o link par o seu blog individual.

Segundo o que li e entendi, o homem desenvolve os seus sentidos e qualidades diversas, mas é no trabalho que ele se satisfaz e usa sua melhor qualidade colocando a paixão no que faz, a sociedade não pode ser considerada um único indivíduo, mas um conjunto de indivíduos, que se dedicam a atividades diversas.As circunstâncias, a sociedade, o meio onde esta inserido pode mudar o indivíduo, desenvolvendo nele diversas qualidades.

Tomo como exemplo o meu coso, quando comecei a trabalhar em Alvorada em uma escola carente, não conseguia demonstrar carinho, elogiar ou beija-los, não sabia como fazer, com eles aprendi a demonstrar tudo que sentia, carinho, elogiar, a lutar por eles, e hoje, mesmo ganhando pouco, podendo ganhar bem mais em uma escola particular, não troco, com eles desenvolvi ótimas qualidades.

Sei que esse trabalho era em grupo, mas como a maioria do pessoal de uma ou de outra maneira já o fez , assim como eu, e uma parte é bem pessoal, e não queria ficar pendente, mesmo não entendendo, resolvi dar a minha contribuição.

 

Denise Ribeiro Martins

Pólo de alvorada

Letra E

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